NOTICIAS DA SEMANA - JEFERSON TENÓRIO - AVESSO DA PELE

DROPS DE NOTÍCIAS DA SEMANA – 18 a 24 DE AGOSTO 

Notícias

Notícias da Semana em Formato de Drops 

Algumas notícias da semana, em formato de Drops, do universo da música, literatura, filmes e séries – 18 a 24 de agosto. 

O que vamos ver hoje? 

  1. Escritor Jeferson Tenório Denuncia Banimento de Perfil no Instagram 
  1. Green Day Cancela Show no Rio de Janeiro por Conflito com Jogo de Futebol 
  1. Ex-Guitarrista do Mastodon, Brent Hinds, Morre em Acidente de Moto 
  1. Filho de Renato Russo Aciona Partido Novo por Uso Indevido de Música 
  1. Ex-Baixista do Pixies é Notificada por Semelhança com “Cálice” de Chico e Gil 
  1. Casa Branca Lista Exposições do Smithsonian como “Inaceitáveis” 

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1 – Escritor Jeferson Tenório Denuncia Banimento de Perfil no Instagram | Sociedade 

Na última semana, o escritor brasileiro Jeferson Tenório, autor do romance O Avesso da Pele, teve sua conta no Instagram, com mais de 80 mil seguidores, desativada pela Meta.  

A suspensão, ocorrida sem aviso prévio, foi justificada pela empresa como uma violação das diretrizes da plataforma, mas sem detalhes específicos. Tenório, que utiliza a rede para divulgar sua obra e debater questões raciais e sociais, denunciou o caso em um novo perfil (@jefersontenoriooficial), que já reúne cerca de 12,5 mil seguidores, sugerindo que a ação pode ter motivações políticas. 

O escritor relatou que, dias antes da desativação, publicou um artigo comparando o ex-presidente Jair Bolsonaro ao americano Donald Trump, o que gerou uma onda de ataques coordenados contra sua conta.  

A Companhia das Letras, sua editora, publicou uma nota criticando a suspensão como uma tentativa de silenciamento. O escritório FFM Advogados, que representa Tenório, informou que acionará a Meta judicialmente, argumentando que a desativação fere a liberdade de expressão e impacta negativamente a carreira do autor, que também atua como educador. 

O caso reacende discussões sobre a moderação de conteúdo nas redes sociais. Tenório já enfrentou restrições anteriormente, como a retirada de O Avesso da Pele, vencedor do Prêmio Jabuti, de escolas em estados como Rio Grande do Sul e Paraná, sob alegações de conteúdo impróprio.  

Até o momento, a Meta não emitiu um comunicado oficial sobre o caso, que continua a gerar debates sobre transparência e critérios das plataformas digitais. 

2 – Green Day Cancela Show no Rio de Janeiro por Conflito com Jogo de Futebol | Música 

A banda norte-americana Green Day anunciou, em 21 de agosto, o cancelamento de seu show marcado para 9 de setembro no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.  

A decisão foi motivada por um conflito de agenda com as quartas de final da Copa do Brasil, que terá uma partida entre Botafogo e Vasco no mesmo estádio, no dia 11 de setembro. Segundo comunicado oficial da banda e da produtora Move Concerts, a desmontagem das estruturas do palco em tempo hábil para o jogo seria logisticamente inviável, devido à escala do evento e à importância da partida. 

A produtora e o Botafogo, administrador do estádio, reuniram-se após o sorteio da Copa do Brasil, em 12 de agosto, para avaliar alternativas, mas concluíram que não haveria tempo suficiente para preparar o local.  

A banda expressou pesar pelo cancelamento em suas redes sociais, pedindo desculpas aos fãs cariocas e prometendo retornar em breve. Informações sobre reembolsos foram disponibilizadas no site da Livepass, garantindo a devolução integral dos valores pagos pelos ingressos. 

Apesar do cancelamento no Rio, o Green Day mantém suas apresentações no Brasil. A banda será headliner do festival The Town, em São Paulo, no dia 7 de setembro, e realizará um show em Curitiba, no dia 12.  

A turnê celebra os 30 anos do álbum Dookie e os 20 anos de American Idiot, marcos do punk rock. O caso gerou debates entre fãs sobre a gestão de eventos em estádios compartilhados, destacando os desafios logísticos de grandes produções. 

NOTICIAS DA SEMANA - BENT HINDS - MASTODON
Brent Hinds, ex-guitarrista do Mastodon

3 – Ex-Guitarrista do Mastodon, Brent Hinds, Morre em Acidente de Moto | Música 

Brent Hinds, ex-guitarrista e vocalista da banda de heavy metal Mastodon, faleceu na noite de 20 de agosto de 2025, aos 51 anos, em um acidente de moto em Atlanta, Geórgia.  

Segundo a polícia local, Hinds pilotava uma Harley-Davidson quando colidiu com um SUV BMW, cujo motorista não cedeu passagem ao fazer uma curva à esquerda. O músico foi encontrado sem sinais vitais no local, e a autópsia confirmou morte por múltiplos ferimentos por impacto. A investigação sobre o acidente segue em andamento. 

Hinds co-fundou o Mastodon em 2000, ao lado de Troy Sanders, Bill Kelliher e Brann Dailor, contribuindo com riffs pesados e vocais distintos em álbuns como Leviathan (2004) e Emperor of Sand (2017), este último vencedor do Grammy de Melhor Performance de Metal.  

Sua saída da banda, em março de 2025, foi anunciada como uma decisão mútua, mas Hinds revelou em redes sociais que foi expulso, criticando os ex-colegas como “pessoas horríveis”. A declaração gerou controvérsia entre os fãs. 

Além do Mastodon, Hinds integrou projetos como Fiend Without a Face e Giraffe Tongue Orchestra, explorando gêneros como surfabilly e rock psicodélico. Sua técnica, influenciada pelo banjo e pelo country, trouxe um estilo único ao metal.  

A banda expressou luto em comunicado no Instagram, destacando a perda de uma “força criativa” e pedindo privacidade. Outros artistas, como Queens of the Stone Age e William DuVall, do Alice in Chains, prestaram homenagens.  

O caso reacende discussões sobre segurança no trânsito e os desafios de moderação em redes sociais. 

4 – Filho de Renato Russo Aciona Partido Novo por Uso Indevido de Música 

Giuliano Manfredini, filho do cantor Renato Russo, notificou extrajudicialmente o Partido Novo pelo uso não autorizado da música Que País É Este, da Legião Urbana, durante o lançamento da pré-candidatura do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, à Presidência da República, em 16 de agosto de 2025.  

O evento, realizado em São Paulo, teve a canção tocada na entrada de Zema, sem solicitação prévia à Legião Urbana Produções, empresa gerida por Manfredini, que detém os direitos autorais da banda. A notificação, enviada em 18 de agosto, exige que o partido e Zema se abstenham de usar a música em futuras publicações ou eventos, incluindo plataformas como o Instagram. 

Manfredini criticou a apropriação da obra, destacando que Que País É Este, lançada em 1987, critica a corrupção e a ditadura, sendo contrária aos valores associados à extrema direita. Ele afirmou que, mesmo com pedido formal, não autorizaria o uso, por incompatibilidade com os ideais de Renato Russo.  

Em resposta, Zema publicou um vídeo antigo do cantor, no qual Renato, de forma irônica, se diz “capitalista nato”, o que foi interpretado como uma tentativa de justificar o uso. A Legião Urbana Produções considera a ação uma violação de direitos autorais e um desrespeito à memória do artista. 

O caso não é inédito. Em 2024, Manfredini já havia acionado a ByteDance, dona do TikTok, para remover vídeos de apoiadores de Jair Bolsonaro que usavam a canção. A assessoria do Novo informou que, até 19 de agosto, não havia recebido a notificação. O episódio reacende debates sobre o uso político de obras culturais. 

5 – Ex-Baixista do Pixies é Notificada por Semelhança com “Cálice” de Chico e Gil 

Paz Lenchantin, ex-baixista da banda Pixies, lançou no dia 18 de agosto de 2025 a música Hang Tough, parte de seu álbum solo Triste.  

A faixa, acompanhada de um videoclipe, gerou polêmica ao ser apontada por internautas como extremamente semelhante à melodia de Cálice, composta por Chico Buarque e Gilberto Gil em 1973 e lançada em 1978. A canção brasileira, um marco da MPB, foi censurada durante a ditadura militar por sua crítica à repressão, utilizando o trocadilho “cálice/cale-se” para denunciar a censura. 

A Sony Publishing, que representa Chico Buarque e Gilberto Gil, notificou judicialmente a gravadora de Lenchantin, Hideous Human Records, em Nova York, no dia 20 de agosto, alegando possível plágio. A semelhança melódica entre as duas músicas foi destacada por ouvintes no YouTube, com comentários como “Isso é plágio de Cálice, de Chico Buarque” e “A melodia é exatamente igual”. A notificação exige esclarecimentos sobre a autoria de Hang Tough, creditada exclusivamente a Lenchantin. 

Lenchantin, que integrou o Pixies entre 2014 e 2024, ainda não se pronunciou oficialmente. A artista argentina, também conhecida por projetos como A Perfect Circle, já havia colaborado em álbuns como Head Carrier (2016) e Doggerel (2022).  

A controvérsia reacende debates sobre direitos autorais e a influência da música brasileira no exterior. Cálice, gravada por Chico Buarque e Milton Nascimento, é um símbolo de resistência, e sua relevância persiste, como visto em recentes protestos contra a censura. 

6 – Casa Branca Lista Exposições do Smithsonian como “Inaceitáveis” 

Na última quinta-feira, 21 de agosto de 2025, a Casa Branca publicou uma lista de 20 exposições e obras do Smithsonian Institution, maior complexo de museus e pesquisa do mundo, que foram classificadas como “inaceitáveis” por promoverem narrativas “ideológicas” em vez de fatos históricos.  

A ação, detalhada em um artigo intitulado “O Presidente Trump Está Certo Sobre o Smithsonian”, critica exibições que abordam temas como raça, imigração, identidade transgênero e escravidão, alegando que distorcem a história americana. A iniciativa segue um decreto executivo de março, assinado pelo presidente Donald Trump, que ordena a remoção de “ideologias divisivas” dos museus, alinhando-os à visão de “excepcionalismo americano”. 

Entre as exposições citadas, está uma do Museu Nacional de História Americana que associa Benjamin Franklin à escravidão, destacando que suas conquistas científicas foram possibilitadas pelo sistema econômico da época. Outra crítica recai sobre uma obra no Museu Nacional de Retrato, de Rigoberto A. González, que retrata migrantes cruzando a fronteira EUA-México, acusada de “comemorar” a imigração ilegal. O Museu Nacional da História e Cultura Afro-Americana também foi alvo por um programa educativo sobre “privilégio branco”. A Casa Branca exige que, em 120 dias, os museus revisem textos e substituam linguagem “divisiva” por descrições “historicamente precisas”. 

A medida gerou reações. Historiadores, como Annette Gordon-Reed, da Universidade de Harvard, criticaram a intervenção como uma tentativa de censurar a história. Artistas, como Amy Sherald, que cancelou uma exposição no Museu Nacional de Retrato, temem a supressão de narrativas diversas. O Smithsonian afirmou manter seu compromisso com a “excelência acadêmica” e revisará o pedido em colaboração com o Congresso. 

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E esta semana é isso, voltamos na próxima semana com mais notícias. 

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